Pegou mal a venda da capa do The Los Angeles Times da última sexta-feira por US$ 700 mil à Disney, e não foi a primeira vez que o jornal fez isso. Escondendo matérias sérias e importantes nos Estados Unidos, como a guerra no Iraque e o plano de sáude universal de Obama, estava Johnny Depp de Chapeleiro Louco, promovendo a nova versão de Alice nos cinemas (ver reprodução acima). Editores da publicação se mostraram constrangidos com a decisão do setor executivo.A polêmica é velha. Na ânsia de tirar as contas do vermelho, a indústria do impresso corre o risco de vender o que tem de mais precioso: a credibilidade. Até os tradicionais The New York Times e o The Wall Street Journal estenderam os limites da publicidade em suas capas, coisa inconcebível até poucos anos atrás.
Brasil
A prática tem histórico no Brasil. Na edição dominical de 12 de outubro de 2008, Folha, Estadão e Globo estamparam uma capa fake com publicidade do Banco do Brasil. O ombudsman da Folha na época, Carlos Eduardo Lins da Silva, reclamou:
Ao permitir que o espaço mais nobre do produto fosse totalmente ocupado por um anúncio que, além do mais, tentava se parecer com notícia, o jornal abriu brecha para ver seu prestígio corroer-se diante do público (...)Falou e disse.
A logomarca do jornal é sagrada, não pode ser tomada emprestada para promover nenhuma propaganda. O preço a pagar depois pode ser muito maior do que o recebido do anunciante agora.




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